24 de março de 2010

Quando eu morrer...


Quando eu morrer lancem alguns foguetes
Festejai vós esse acontecimento!
Fazei soar o som dos clarinetes,
Enviai a notícia pelo vento.

Lograi pelas ruas muito contentes,
Que todos danceis sem nenhum lamento.
Libertai-vos presos dessas correntes,
Acabou, por fim, o vosso tormento!

Não penseis em mim, nem ouseis sequer!
Comei e bebei, festejai-o bem
Fazei aquilo que vos apetecer!

Tende na memória a imagem porém,
Da tenebrosa sina do meu ser,
Lembrai-vos de mim como um Zé-Ninguém!

ASS: Diferente

5 Comentários:

Blogger MM - Lisboa disse...

Um Zé-ninguém poeta de quem nós gostamos!

25 de março de 2010 às 07:19  
Blogger Angel in the dark disse...

Que pensamento mais morbido!...

25 de março de 2010 às 15:15  
Blogger Sonhadora disse...

Poema soturno, mas belo nas palavras.

Sonhadora

25 de março de 2010 às 15:22  
Blogger Rosa Negra disse...

Apesar da melancolia e diria até apesar da tristeza, está divinal! Escreves fantásticos sonetos!! Ricos em imagens e cheios de significado...

26 de março de 2010 às 22:53  
Blogger direitinho disse...

O tema não se ama nem se lê agradavelmente, mas é uma verdade. Nascemos e morremos.
Há países onde isso é festa e aceita-se com outro olhar que não o nosso europeu.
O poema está riquíssimo.

28 de março de 2010 às 12:07  

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